Daniel Requena
Sênior DevOPS na Mandic CLOUD SOLUTIONS

Quem se lembra como era o mundo “Ops” nas décadas de 90 e 2000? Servidor, storage, no-break, fita DAT… os sistemas eram físicos e “palpáveis”, já que estavam ali, presentes, demandando a atenção operador, faziam barulho, piscavam luzinhas e precisavam de manutenção e limpeza. De 2010 pra cá, contudo, muita coisa tem mudado nesse sentido.

Senão, vejamos: primeiro, veio a virtualização. Digamos, uma primeira camada de abstração. Em seguida, veio a segunda camada: a chamada “orquestração de virtualização”. Algo bem diferente e um tanto mais abstrato que a primeira. E foi então que surgiu…a cloud. Quem seria capaz de imaginar tamanho nível de complexidade de abstração, onde a nuvem passa a entregar praticamente todos os serviços anteriores em apenas alguns cliques ou comandos nas APIs? Mas, ainda não parou por aí.

Atualmente vivenciamos uma enxurrada de novas ferramentas e conceitos: Docker, Container, Kubernetes, Serverless. “Muita gente se perdeu nesse processo e simplesmente desistiu”, brinca Daniel Requena, Engenheiro DevOps na Mandic-Rivendel. “Mas o que essa abstração trouxe para a área de Operações (Ops)? Eu gosto de dizer que é a democratização tecnológica, porque basta ter uma conexão com a internet para acessar um data center virtual. Não há mais a limitação física de precisar ter seu próprio data center, e isso possibilitou um monte de novos negócios”. (Não por acaso, DevOps caminha junto com conceitos importantes como Lean Thinking e Lean Startup).

Requena palestrou no segundo dia do TDC São Paulo, abrindo o palco Stadium, com uma reflexão bem-humorada sobre os desafios técnicos e culturais que (ainda) permeiam sysadmins x Ops x Dev x DevOps. Seja qual for a sua especialidade ou grau técnico de instrução, uma coisa é certa: a abstração também já se estende ao currículo profissional, por isso é cada vez mais importante saber analisar um sistema de arquitetura web moderno, compreendendo seu funcionamento, e principalmente, sabendo tomar decisões a respeito. “As vagas disponíveis no mercado hoje em dia pedem conhecimentos em ferramenta de automação, de processo, de desenvolvimento de software; o foco voltou-se totalmente para a aplicação, seja na resiliência, arquitetura, ciclo de vida, CI/CD, QA”, explica Daniel Requena.

Qual seria então o desafio do Dev atual? Na visão dele, seria basicamente buscar desapegar-se mais das ferramentas para focar-se mais em uma visão SRE de desenvolvimento de sistemas. E o desafio do Ops? Aproveitar o grande conhecimento técnico que possui, e a facilidade de aprender, engajando e compartilhando com outras equipes – de Devs. Requena acredita que os desafios culturais, e não os técnicos, sejam os mais difíceis na transição para o DevOps.

Mas isso aqui é só uma pincelada do que rolou na palestra dele. Se você não foi, perdeu. Mas poderá mergulhar nas referências abaixo:

What is abstraction/information hiding?
http://www.cs.cornell.edu/courses/cs211/2006sp/Lectures/L08-Abstraction/08_abstraction.html

O poder da abstração” (de onde o palestrante se inspirou para o nome da talk)

https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=GDVAHA0oyJU

Coleção de palestras técnicas, artigos e links da Web sobre Sistemas Distribuídos, Escalabilidade e Design de Sistemas
https://github.com/Developer-Y/Scalable-Software-Architecture

Livro “Modern Operating Systems”
https://www.amazon.com.br/Modern-Operating-Systems-Andrew-Tanenbaum/dp/013359162X

 

https://www.mandic.com.br/

#EspecialistaFaz

 

 

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